O governo de Minas Gerais aplicou uma multa de R$ 1,7 milhão à empresa Vale S.A. após detectar vazamentos de água contaminada com sedimentos em duas de suas minas, situadas nas cidades de Congonhas e Ouro Preto. Esses incidentes ocorridos nos dias 25 e 26 não tiveram vítimas, mas causaram preocupações ambientais significativas.
Na Mina de Fábrica, em Congonhas, 262 mil metros cúbicos de água com sedimentos foram lançados indiretamente no Rio Maranhão, enquanto na Mina de Viga, em Ouro Preto, houve lançamento de sedimentos tanto no Córrego Maria José quanto no Rio Maranhão. Diante dessa situação, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) tomou a decisão de suspender as atividades dessas duas minas por tempo indeterminado para uma avaliação mais aprofundada e reparos nos sistemas de segurança e drenagem.
Alexandre Leal, subsecretário de Fiscalização Ambiental do estado, afirmou que foram mapeados todos os danos causados e que a responsabilidade pela reparação dos impactos ambientais recai sobre os responsáveis pelos vazamentos. Ele também indicou que a multa aplicada à Vale pode ser aumentada se novas irregularidades forem identificadas durante as investigações subsequentes.
Em um caso separado, mas relacionado à problemática ambiental, a Prefeitura de Congonhas destacou um terceiro incidente envolvendo a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Esse vazamento foi inicialmente reportado na mina Casa de Pedra, mas a empresa contestou a alegação, afirmando que não houve extravasamento ou rompimento e que os problemas notados estavam relacionados à drenagem local, intensificados pelas recentes chuvas fortes.
O governo de Minas Gerais e as autoridades ambientais continuam a monitorar e responder a esses incidentes, assegurando que as medidas corretivas e punitivas sejam rigorosamente aplicadas para proteger os ecossistemas locais e a segurança das comunidades afetadas.
Vale é multada por vazamentos em minas de Congonhas e Ouro Preto
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