PSD do Rio busca eleições diretas para governador após decisão do TSE
O diretório estadual do PSD no Rio de Janeiro, juntamente com o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), apelou nesta sexta-feira (27) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que autorize a eleição direta para governador e vice-governador do estado, contrariando a decisão anterior do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de promover um pleito indireto. Essa solicitação busca atender aos desejos populares por uma maior participação democrática na escolha dos representantes estaduais.
Em defesa da eleição direta, o PSD argumenta que o precedente do STF sugere a necessidade de uma eleição popular em situações de vacância dos dois principais cargos do executivo estadual provenientes de decisões judiciais. O partido salienta também que uma eleição direta não apenas cumpre uma obrigação jurídica, mas também responde ao clamor da sociedade civil por justiça e normalização política.
O ministro Cristiano Zanin, designado relator do caso, já se mostrou favorável à realização de eleições diretas. Seu voto foi dado durante uma sessão no plenário virtual do Supremo, que ainda contou com a adesão de outros ministros, apesar da prevalência da determinação por eleições indiretas.
O contexto dessa disputa eleitoral incomum se origina da renúncia de Cláudio Castro, que, na última segunda-feira (23), deixou o governo do estado para concorrer a uma vaga no Senado, conforme os prazos legais de desincompatibilização. Subsequentemente, em decisão do TSE, Castro foi declarado inelegível. Com a saída simultânea do vice-governador Thiago Pampolha, o estado foi conduzido ao cenário atual, de dupla vacância que normalmente seria resolvida por eleições indiretas através de votos dos deputados da Alerj.
Por ora, com as posições de governador e vice vagas, e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, impedido de assumir por cassação e investigações judiciais, a liderança temporária do estado recai sobre o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, garantindo a governança até que se resolva a questão eleitoral.
O desenvolvimento desse cenário político ainda aguarda avaliações finais do STF, que podem redefinir como os fluminenses escolherão seus próximos governantes em um momento de marcada instabilidade política.
PSD recorre ao STF para pedir eleições diretas para governo do Rio
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