Emergência em Dourados: Foco é Combate Intensificado à Chikungunya
Em meio à crescente epidemia de chikungunya em Dourados, Mato Grosso do Sul, o novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, visitou o município em situação de emergência para coordenar medidas de controle e assistência. As estatísticas, atualizadas até o início de abril, registram 1.764 casos da doença, com 37 gestantes afetadas e uma situação ainda mais grave na reserva indígena local, que já contabiliza cinco mortes, incluindo dois bebês com menos de quatro meses de vida.
Durante a visita, Terena sublinhou: “Quando se trata da saúde e vidas humanas, a responsabilidade é global. Vamos enfrentar esta situação crítica com ações concretas e não omissão.” Ele destacou que o governo federal não adotará uma postura negacionista e está ativo no combate ao surto.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, junto ao Ministério da Saúde, reconheceu oficialmente a situação de emergência em 30 de março, após decreto municipal em 27 do mesmo mês. Respostas rápidas incluíram a destinação de aproximadamente R$ 3,1 milhões para a região, visando fortalecer a luta contra o mosquito Aedes aegypti, vetor da chikungunya, e melhorar o atendimento aos pacientes. Esses fundos estão agora disponíveis nas contas dos governos estadual e municipal.
Para fortificar o combate no município, o Ministério da Saúde anunciou a contratação temporária de 50 agentes de combate a endemias, com 20 iniciando suas atividades imediatamente. Adicionalmente, 40 militares do Ministério da Defesa foram integrados à operação, unindo-se aos esforços de unidades localizadas, inclusive na reserva indígena, que foi particularmente atingida.
Um dos pontos críticos destacados por Terena foi a melhoria necessária na coleta de lixo dentro das comunidades indígenas, agora cercadas pela malha urbana de Dourados. Ele planeja reunir-se com representantes dos governos municipal e estadual para discutir projetos estruturais, com o objetivo de melhorar significativamente o manejo de resíduos sólidos e reduzir os criadouros do mosquito.
A situação demanda uma vigilância constante, de acordo com Juliana Lima, representante da Força Nacional do SUS, que reporta a dificuldade em delinear um quadro estável da evolução da doença devido ao seu perfil epidemiológico dinâmico. Mesmo com desafios, o monitoramento ocorre diariamente, visando otimizar a resposta à epidemia.
Fotografia relacionada disponível no site da Agência Brasil. [Crédito da imagem: Nome do Fotógrafo/Agência Brasil]
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