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Israel acusado de realizar “genocídio digital” contra palestinos

São Paulo, 17 de abril de 2025 – CryptoRave Encerra com Alerta sobre "Genocídio Digital" na Palestina

A CryptoRave, evento de referência global em segurança e privacidade, encerrou suas atividades neste sábado em São Paulo, abordando um tema controverso e urgente: o uso da tecnologia nos ataques contra palestinos, caracterizado por alguns especialistas como um "genocídio digital". Walter Lippold, professor e pesquisador, destacou durante sua palestra a gravidade da situação, que segundo ele, não tem recebido a atenção necessária da comunidade internacional.

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Imagem: Barraca que abrigava jornalistas é alvo de ataque israelense em Khan Younis, sul de Gaza. Crédito da foto: Hatem Khaled/Reuters/proibida reprodução.

No painel "Condições Sociotécnicas do Genocídio Palestino", realizado em parceria com Deivison Faustino, da Universidade de São Paulo (USP), Lippold criticou as grandes empresas tecnológicas, que ele nomeou de "necrocorporações", por seu papel no monitoramento e ataque aos palestinos. Os drones, segundo o pesquisador, não apenas disseminam terror com seus bombardeios, mas também implementam um "terrorismo psicológico" através de vigilância constante.

Dados da Organização das Nações Unidas indicam que, de novembro de 2023 a abril de 2024, cerca de 70% das vítimas em Gaza eram crianças e mulheres, a maioria dentro de residências civis.

Durante o evento, Lippold também relembrou políticas de vigilância históricas para mostrar como tecnologias foram utilizadas em outros genocídios ou guerras, citando, inclusive, o governo de Barack Obama, que ampliou o uso de ferramentas de predição do inimigo.

A corresponsabilidade do racismo nas políticas de extermínio também foi tema debatido. Referenciando Frantz Omar Fanon, Lippold e Faustino enfatizaram como colonialismo, capitalismo e racismo estão interligados, perpetuando a desumanização de grupos marginalizados.

Em contraparte, em julho de 2024, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu-se das acusações de genocídio durante um discurso no Congresso dos EUA, onde apresentou documentos para afirmar que esforços foram feitos para aumentar a ajuda humanitária aos civis palestinos.

A discussão na CryptoRave sublinha a complexidade e a gravidade dos confrontos e mostra a importância da tecnologia tanto como ferramenta quanto como arma em conflitos contemporâneos.

Pesquisadores acusam Israel de “genocídio digital” na Palestina

Agência Brasil

Internacional

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