NotíciasEducaçãoEstudantes de MG criticam adoção do modelo cívico-militar

Estudantes de MG criticam adoção do modelo cívico-militar

Manifestação Estudantil Desafia Modelo Cívico-Militar em Escola de Belo Horizonte

Estudantes da Escola Estadual Presidente Dutra, em Belo Horizonte, expressaram descontentamento com a possível adesão ao sistema cívico-militar proposto pelo governo de Minas Gerais. Em um vídeo viral nas redes sociais, alunos com cartazes se posicionam críticamente ao modelo, questionando: “Quem educa, professores ou generais?”.

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O vídeo, que captura a essência do protesto estudantil, mostra os jovens na quadra da escola cantando “Marcha soldado, cabeça de papel”, enquanto seguram cartazes que questionam a necessidade da militarização em um ambiente escolar. Perguntas provocativas como “Somos estudantes ou criminosos?” ressaltam suas preocupações sobre as implicações do aumento da autoridade militar no ensino.

A Escola Presidente Dutra, conhecida por seu engajamento em causas sociais como letramento racial e saúde mental, enfrenta agora o debate sobre o modelo de gestão escolar. O governo estadual, através de uma consulta à comunidade escolar, procura avaliar a aceitação do modelo que já está em vigor em outras nove instituições estaduais. Contudo, a falta de comprometimento da comunidade educacional levou à suspensão temporária dessas consultas pelo governador Romeu Zema.

A Secretaria de Educação de Minas Gerais defende o modelo cívico-militar como um avanço para a segurança e organização das escolas, citando uma redução na taxa de abandono escolar de 4,92% em 2022 para 2,96% em 2023. No entanto, críticos como o Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais (FEPEMG) alertam para a simplificação excessiva dos desafios educacionais e relatam incidentes de agressões, questionando a capacitação pedagógica dos militares envolvidos.

As discussões e críticas continuam enquanto o governo estadual prepara a retomada do processo de consulta, com a promessa de que as decisões finais sobre a adesão dependerão de uma análise técnica detalhada. O resultado dessas consultas, que será devidamente registrado e enviado online como Termo de Manifestação de Interesse, determinará o futuro da implementação deste controverso modelo educacional.

Estudantes se articulam contra o modelo cívico-militar em Minas Gerais

Agência Brasil

Educação

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