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Lula condena justificativas para intervenções ilegais

Em Santa Marta, Colômbia, durante a 4ª reunião de Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou este domingo (9) sobre a necessidade de fortalecer o multilateralismo e criticou o uso da força militar que viola o direito internacional.

Lula destacou os perigos da recorrência a justificativas pouco sólidas para intervenções armadas ilegais. “A ameaça de uso da força militar voltou ao cotidiano da América Latina e do Caribe, com velhas manobras retóricas sendo recicladas para justificar intervenções ilegais”, ele explicou, sem, contudo, nomear os países envolvidos. “Somos uma região de paz e queremos permanecer em paz. Democracias não combatem crime violando o direito internacional”, ressaltou.

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As preocupações regionais também incluem a pressão americana na luta contra o narcotráfico, particularmente as ações ordenadas pelo presidente americano, Donald Trump, que autorizou ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico, que supostamente transportavam drogas da Venezuela para os EUA. Desde o anúncio feito em setembro, muitas dessas operações resultaram em violência, com ao menos 70 mortes reportadas.

Em um momento de divisões na região, o presidente brasileiro realçou que a América Latina e o Caribe têm voltado seus olhares mais para fora do que para si próprias, com questões indo desde extremismo político e manipulação da informação até o crime organizado. “Vivemos de reunião em reunião, repletas de ideias e iniciativas que muitas vezes não saem do papel”, comentou Lula.

Adicionalmente, Lula aproveitou a oportunidade para promover a COP30, outra importante reunião internacional focada na mudança do clima, que será iniciada em Belém do Pará. Ele exaltou um dos projetos brasileiros para a conferência, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). “É uma solução inovadora para que nossas florestas valham mais em pé do que derrubadas”, pontuou.

Por fim, ao abordar as políticas para igualdade de gênero, Lula defendeu a indicação de uma mulher latino-americana para o posto mais alto das Nações Unidas após o término do mandato do atual secretário-geral António Guterres em 2026, destacando a capacidade e a necessidade de uma liderança feminina naquela posição. Nomes como Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, e Mia Mottley, primeira-ministra de Barbados, foram mencionados como possíveis candidatas.

Lula critica “velhas retóricas” que justificam intervenção em países

Agência Brasil

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