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Festas de Fim de Ano: Álcool Eleva Riscos à Saúde e Relações Sociais

Alerta: Consumo de Álcool nas Festas de Fim de Ano Pode Agravar Problemas de Saúde e Sociais, adverte Especialista

No período das festividades de fim de ano, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas é notável, conforme observações da psiquiatra Alessandra Diehl, parte do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abad). Segundo a especialista, não há níveis seguros de ingestão de álcool, uma posição que encontra respaldo em documentos recentemente ratificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os quais reiteram que qualquer quantidade consumida implica riscos para a saúde física e mental.

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Durante este período, há um aumento significativo em casos de quedas, intoxicações e negligência na supervisão de crianças em ambientes onde o álcool está presente. “É comum que os pronto-atendimentos pediátricos reportem incidentes de ingestão acidental de álcool por crianças, devido à falta de supervisão apropriada dos adultos”, complementa Diehl. Ela também ressalta a escalada de comportamentos agressivos e o perigo da combinação de álcool com medicamentos.

As festas de fim de ano são um momento particularmente sensível para indivíduos que já enfrentam dificuldades com a dependência de álcool, com um aumento nos riscos de recaídas. “A cultura de glamourização do álcool durante estas celebrações aumenta a vulnerabilidade de quem está tentando se recuperar”, alerta a psiquiatra.

No contexto da juventude, o problema também se agrava. Segundo o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), divulgado em setembro de 2025 pela parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), houve um crescimento no consumo de álcool entre adolescentes, enquanto a proporção de adultos que bebem diminuiu. A pesquisa indica que o “consumo pesado” de álcool entre menores de idade cresceu, uma condição preocupante dada a ilegalidade e os impactos no desenvolvimento cerebral ainda em curso nesta faixa etária.

Diehl critica as posturas permissivas de algumas famílias que, ao invés de coibir, acabam por incentivar o consumo de álcool entre adolescentes em casa. Ela defende que a prevenção eficaz inclui uma presença familiar mais ativa e mensagens claras sobre a posição secundária do álcool nas celebrações.

Embora o fim de ano seja um momento para celebrações, é fundamental a conscientização sobre os sérios perigos associados ao consumo de álcool, especialmente no contexto de reuniões familiares e sociais.

Consumo de álcool nas festas de fim de ano aumenta riscos à saúde

Agência Brasil

Saúde

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