O Cerrado e o Pantanal brasileiro receberam um importante incremento nas suas áreas de conservação. O anúncio da criação de uma nova Unidade de Conservação (UC) no norte de Minas Gerais e da ampliação de áreas protegidas no Pantanal foi realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias em Campo Grande. No total, são adicionados 148 mil hectares às zonas sob proteção ambiental.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas é a nova UC anunciada para Minas Gerais, enquanto as ampliações no Mato Grosso incluem áreas do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (PNPM) e da Estação Ecológica do Taiamã. A administração destas áreas está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a expansão da Estação Ecológica do Taiamã, cuja área total passará de 11,5 mil para 68,5 mil hectares, foi estruturada através de um processo que envolveu evidências técnicas e cooperação institucional. A área contribui significativamente para a conservação da biodiversidade do Pantanal, incluindo habitats vitais para a sobrevivência da fauna ictiológica e de diversas espécies de aves.
A novidade no Cerrado, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, tem 40,8 mil hectares. Visa proteger nascentes que são essenciais para o abastecimento de água da região, além de fortalecer a conservação dos modos de vida das comunidades geraizeiras, cuja presença na região remonta ao século 19. A UC está conectada a outras áreas de conservação e promove a justiça social combinada com a proteção ambiental.
Além disso, a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, que agora abrangerá 183,1 mil hectares, é crucial para a proteção das espécies ameaçadas, incluindo a onça-pintada e o tamanduá-bandeira. A região, famosa por suas cheias prolongadas, desempenha um papel fundamental na regulação dos ciclos de água e na manutenção da biodiversidade.
No contexto das mudanças climáticas e da necessidade urgente de proteção dos ecossistemas, essas medidas reforçam o compromisso do Brasil no cuidado com suas áreas naturais e na promoção da biodiversidade. Segundo Mauro Pires, presidente do ICMBio, cada nova área protegida fortalece o combate às alterações climáticas, evidenciado pela ciência como crucial para a saúde do planeta.
[Foto de ICMBio/Divulgação mostra a área do Parque Nacional do Pantanal e da nova Reserva no Cerrado, destacadas pela iniciativa de conservação.]
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