Em Brasília, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Senador Carlos Viana (Podemos-MG), se destacou nesta quarta-feira em um encontro decisivo com o Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, discutiu-se a revisão das decisões judiciais que têm restringido o depoimento de figuras chave na investigação conduzida pela CPMI, como Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Durante a reunião, Mendonça assinalou que considerará apresentar ao colegiado superior os recursos interpostos pela CPMI, que visam garantir a presença de Vorcaro e outros envolvidos para depor. Em declaração anterior, o ministro havia já facultado o testemunho do banqueiro, o que reforça a possibilidade de revisão dos impedimentos atuais.
Carlos Viana enfatizou a importância de tais depoimentos para a comissão, classificando a questão como uma “questão de honra”. O senador assegurou que Vorcaro, assim como os demais, seria tratado com equidade durante seu depoimento. Vorcaro é peça-chave na compreensão dos supostos vínculos do Banco Master com operações ilegais de crédito para aposentados e pensionistas do INSS.
A recente decisão do Ministro Flávio Dino também foi tema de crítica por parte de Viana, ao permitir que Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, adiasse seu depoimento programado. Pereira, amparada pela decisão, optou por não comparecer à sessão agendada para o dia seguinte, embora um novo encontro já tenha sido marcado para a semana subsequente.
O senador ainda abordou as questões de vazamentos de informações sigilosas, negando qualquer responsabilidade formal da CPMI pelos dados de Vorcaro que circularam publicamente. Segundo ele, a responsabilidade da comissão se limita à proteção dos documentos que oficialmente possui. Diante deste contexto, o Ministro Mendonça ordenou uma investigação pela Polícia Federal sobre o vazamento.
Diante das controvérsias e dos desdobramentos legais, a CPMI do INSS segue como um cenário fundamental de investigações que tocam profundamente na gestão e na integridade da concessão de benefícios a idosos e vulneráveis no país.
CPMI pede ao STF revisão de decisão que barrou depoimento de Vorcaro
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