O número de matrículas no ensino superior no Brasil observou um incremento significativo, alcançando a marca de 10,23 milhões em 2024, um número que ultrapassa a população do estado de Pernambuco. De acordo com a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior, divulgada pelo Instituto Semesp, o crescimento de 2,5% nas matrículas supera o aumento populacional de quase todos os estados, exceto Roraima, destacando-se especialmente pelo avanço da modalidade a distância.
A relevância dos cursos a distância é evidenciada pelo fato de que, pela primeira vez, as matrículas nesta modalidade (50,7%) excederam as do ensino presencial (49,3%). Ainda assim, a modalidade EAD apresentou uma desaceleração no crescimento, com uma taxa de 5,6%, o que marca uma redução em relação aos anos anteriores mais afetados pela pandemia de covid-19.
Um dos pontos críticos destacados pelo relatório do Instituto Semesp é a alta taxa de evasão nos cursos superiores. No setor público, um em cada quatro alunos abandonou o curso, enquanto no privado a proporção foi de dois em cada cinco alunos.
Quanto à demanda, os cursos de EAD que atraíram mais alunos na rede privada foram Pedagogia, Enfermagem e Administração, enquanto na rede pública destacaram-se Educação Física, Matemática e Letras, todos voltados à formação de professores. Já na modalidade presencial, Direito, Enfermagem e Psicologia foram os mais procurados na rede privada, e Pedagogia, História e Letras na rede pública.
Este conjunto de dados, obtidos através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) e publicados pelo Instituto Semesp, refletem as tendências e os desafios correntes da educação superior no Brasil, marcados por uma crescente preferência pelo ensino a distância e os contínuos desafios relacionados à retenção de alunos.
Número de alunos de ensino superior aumenta em 2023 e 2024
Educação

