Uma análise recente feita pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados mostrou que o tema da menstruação gerou discussões amplas nas redes sociais, alcançando mais de 12,4 milhões de interações em quase dois anos. O estudo, que abrangeu o período de janeiro de 2024 a outubro de 2025, examinou 173 mil publicações, destacando a crescente politização e socialização do assunto. Ana Klarissa Leite e Aguiar, especialista da Nexus, destacou a relevância dos temas políticos e sociais em comparação com conversas cotidianas sobre o ciclo menstrual.
As postagens, diversificadas em 22 subtemas, revelaram que tópicos como “Pobreza e Dignidade Menstrual” e “Licença Menstrual”, apesar de menos frequentes, propiciaram significativa interação, sugerindo um engajamento maior nessas questões sociais profundas. O subtema “menstruação em crises humanitárias” registou o maior engajamento de todos.
Ações governamentais como programas de distribuição de absorventes e projetos de lei para licença menstrual no trabalho também foram identificados como catalisadores desses debates mais amplos. A luta por dignidade menstrual transcende a questão da disponibilidade de absorventes, englobando também a infraestrutura adequada e o acesso à informação de qualidade.
No contexto comunitário, Luana Escamilla, fundadora da ONG Fluxo Sem Tabu, contribuiu para intensificar a discussão sobre a dignidade menstrual desde sua criação em 2020. A ONG, documentada em uma foto distribuída pela própria organização, atua em diversas frentes para melhorar a conscientização e as condições das mulheres em todo o Brasil. A organização tem várias iniciativas, como a adequação de banheiros e a promoção de campanhas educativas sobre menstruação, abordando não apenas a distribuição de produtos sanitários mas também a melhoria na infraestrutura e acesso à saúde feminina.
Esses esforços demonstram a importância de uma abordagem multifacetada para tratar da menstruação de forma digna e informativa, refletindo sua urgência e relevância nas políticas públicas e no engajamento social.
Pesquisa aponta força do debate sobre dignidade menstrual nas redes
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