A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa por suspeita de envolvimento com lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), teria recebido tratamento diferenciado na Penitenciária Feminina de Santana, segundo denúncias do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal). A entidade aponta várias irregularidades, incluindo privilégios na alimentação e acomodação que fogem do protocolo usual.
De acordo com o Sinppenal, a chegada de Deolane à unidade prisional foi marcada pela recepção feita pelo próprio diretor do presídio, desviando das práticas comuns aplicadas aos outros detentos. Foi ordenado que uma sala de espera fosse esvaziada — espaço geralmente destinado aos prisioneiros durante filas de espera para atendimento médico — principalmente para uso pessoal dela. Essa sala foi onde Deolane pôde usufruir de privacidades, como tomar banho em chuveiro elétrico privativo e dormir em uma cama de configuração não usual, distinta das comuns de concreto.
Além disso, informa-se que as refeições consumidas por Deolane foram as mesmas preparadas para os carcereiros, algo não oferecido às demais detentas. A privacidade estendida à investigada, onde o acesso dos agentes penais foi restrito, traria, segundo o sindicato, prejuízos à fiscalização e segurança institucional.
Em resposta, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) defendeu que a alocação de Deolane Bezerra seguiu determinações judiciais que consideravam sua condição ativa como advogada, afirmando que todos os procedimentos foram realizados em conformidade com as leis vigentes, subordinados ao estrito cumprimento das ordens do Poder Judiciário.
O Sinppenal solicitou a abertura de uma investigação disciplinar e administrativa para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos, conforme diretrizes estabelecidas na Lei de Execução Penal, reiterando o compromisso de todos os servidores públicos com princípios como impessoalidade, moralidade, legalidade e eficiência. Essa ação vem em um período em que as penitenciárias paulistas enfrentam superlotação e defasagem na quantidade de policiais penais, complicando a manutenção da ordem e o atendimento às presidiárias.
Policiais penais denunciam tratamento diferenciado a Deolane na prisão
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