Desmatamento na Amazônia e no Cerrado mostra queda significativa, mas Pantanal enfrenta aumento
De acordo com os últimos dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado registrou uma expressiva diminuição entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. A informação foi divulgada após a 6ª reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, que ocorreu no Palácio do Planalto.
Na Amazônia, os alertas para desmatamento abrangeram 1.324 km², marcando uma redução de 35% em comparação com o período anterior, que registrou 2.050 km². No Cerrado, a quantidade de terras sob alerta foi de 1.905 km², representando uma queda de 6% diante dos 2.025 km² do intervalo anterior. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou os esforços contínuos que poderão levar, em 2026, à menor taxa de desmatamento registrada historicamente na Amazônia.
Como parte dos esforços de fiscalização, as operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tiveram incrementos significativos. Comparando com 2022, as ações do Ibama aumentaram em 59%, enquanto as do ICMBio cresceram 24%. As áreas embargadas pelo Ibama subiram 51% e as pelo ICMBio, 44%.
Ao mesmo tempo, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância do monitoramento científico rigoroso para a eficiência das políticas públicas ambientais.
Apesar dos avanços, a situação no Pantanal diverge. O bioma viu um aumento de 45,5% nos alertas de desmatamento, saindo de 202 km² entre agosto de 2024 e janeiro de 2025 para 294 km² no mesmo período de 2025 a 2026. No entanto, ao comparar os anos de 2023 a 2024 com o período subsequente, houve uma redução de 65,2%.
Este conteúdo foi extraído do site do Governo Federal do Brasil, reforçando o compromisso com a transparência e o uso de informações precisas baseadas em dados científicos.
Alertas de desmatamento caem 35% na Amazônia e 6% no Cerrado
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