As tensões entre os Estados Unidos e o Irã têm escalado significativamente, aumentando a instabilidade no Oriente Médio e ameaçando o equilíbrio do mercado internacional de petróleo. Em resposta ao aumento de ameaças, a Casa Branca posicionou o porta-aviões Abraham Lincoln na região, intensificando a pressões para que Teerã desista de seu programa nuclear.
No ano anterior, as forças americanas e israelenses realizaram ataques coordenados contra instalações iranianas, provocando retaliações iranianas com mísseis contra Israel. A situação agravou-se com declarações recentes do presidente Donald Trump nas redes sociais, onde afirmou que “o tempo está se esgotando” para o Irã, intensificando as especulações sobre novas ações militares.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reiterou que seu país não busca negociações sob ameaças, conforme divulgado pela mídia estatal. Enquanto isso, o Estreito de Ormuz, vital para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, tornou-se foco de tensões, com o Irã anunciando exercícios militares na área.
As ações do Irã e as respostas dos EUA têm efeitos diretos na economia global: economistas citados pela Reuters revelaram que o preço do petróleo já teve elevação de quatro dólares o barril devido ao conflito iminente. (Imagem: Mapa Estreito de Ormuz – Arte/EBC)
Internamente, o regime iraniano lida com crescentes protestos populares, reprimidos com severa violência, resultando em milhares de mortes e prisões. As ações violentas do governo contra os manifestantes motivaram novas sanções europeias, classificando a Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista, segundo declarações da chefe da Diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.
O cenário continua volátil, com potenciais desenvolvimentos impactantes tanto para a política interna iraniana quanto para a estabilidade global.
*Com informações da Reuters, RTP e Lusa.
Oriente Médio: aumenta tensão entre Irã e EUA
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