O aumento persistente dos casos de influenza A acende um alerta em grande parte dos estados brasileiros, segundo o mais recente levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado pelo Boletim InfoGripe. A pesquisa aponta para uma predominância de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, evidenciando uma situação de risco ou alto risco.
Os dados do boletim indicam que nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os casos de SRAG foram causados majoritariamente por influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e, em menor escala, pelo Sars-CoV-2, responsável pela covid-19. Esses patógenos não apenas predominam nas infecções, mas também figuram com prominência nos registros de óbitos relacionados, com a influenza A liderando as estatísticas.
Diante do avanço da influenza A, a Fiocruz reforça a importância da vacinação, especialmente com a Campanha Nacional de Vacinação em andamento até 30 de maio. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem a vacina gratuitamente, focando nos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação. Ademais, Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, urge que gestantes a partir da 28ª semana de gestação se vacinem contra o VSR para proteger os recém-nascidos.
Além da vacinação, são recomendadas medidas preventivas adicionais, como o uso de máscaras em locais fechados e aglomerados e a manutenção de higiene pessoal rigorosa. Portella também aconselha o isolamento em caso de sintomas respiratórios ou, se necessário sair, o uso de máscaras de alta eficiência como as PFF2 ou N95. Estas recomendações visam conter a disseminação dos vírus e proteger as comunidades mais vulneráveis.
Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz
Saúde

