Novo Relatório do IBGE Revela Aumento Alarmante em Casos de Assédio Sexual Entre Jovens
Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação, revelou que 18,5% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos relataram ter enfrentado situações de assédio sexual ao longo da vida, com um aumento significativo desde a última pesquisa em 2019. O levantamento, parte da 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), indica que as meninas são as mais afetadas, com 26% relatando essas experiências, contrastando com 10,9% dos meninos. Este aumento de 3,8 pontos percentuais em relação a 2019 é especialmente alarmante entre as meninas, que têm registrado um acréscimo de 5,9 pontos.
A pesquisa também constatou que 12,5% dos adolescentes deixaram de ir à escola devido à falta de segurança no trajeto, uma preocupação que afeta desproporcionalmente os alunos da rede pública. No entanto, dados sobre a saúde mental mostraram sinais de melhora, com quatro dos seis indicadores avaliados apresentando avanços em comparação a 2019. Apesar disso, 32% dos jovens relataram ter pensado em machucar a si mesmos nos últimos 12 meses. Além disso, 19,4% dos estudantes alegaram ter sentido dores de dente nos últimos seis meses, enquanto mais de um terço não foi ao dentista durante o ano anterior à pesquisa.
Por outro lado, o estudo aponta um crescimento na experimentação de cigarros eletrônicos, que mais que dobrou desde 2019, passando de 16,8% para 29,6%. Dentre as meninas, o percentual é ainda maior, alcançando 31,7%. Em termos de bullying, 27,2% dos estudantes afirmaram ter sofrido provocações constantes, um aumento em relação aos 23% reportados em 2019. O cyberbullying também ganhou destaque, atingindo cerca de 12,7% dos adolescentes nas redes sociais, com as meninas sendo as mais afetadas.
Na esfera da saúde sexual, observou-se um adiamento na iniciação sexual, com 30,4% dos adolescentes relatando a primeira relação sexual; no entanto, apenas 61,7% utilizaram preservativos nessa ocasião. O estudo também revelou que 15,3% das meninas deixaram de frequentar aulas por falta de absorventes, destacando uma necessidade urgente de políticas públicas que abordem as questões de saúde e segurança escolar. Os resultados da PeNSE 2024 são fundamentais para entender os desafios enfrentados pelos jovens brasileiros e orientar futuras intervenções.
5ª edição da PeNSE: meninas são as maiores vítimas de violência sexual

