Com “desculpa” da SAF, conselheiros do Santos querem fazer mudanças bizarras no Estatuto
Nas últimas semanas, o debate sobre a reforma do Santos tem gerado intensas reações entre os conselheiros do clube. O que inicialmente se apresentou como uma necessidade de “modernização” do Estatuto parece agora um movimento que visa restringir a participação política e a representatividade dos torcedores. A sensação predominante é a de que o clube, conhecido por sua essência comunitária, pode estar se desviando dessa tradição em nome de uma governança excessivamente elitista.
Desde que as propostas foram formuladas, surgiram inquietações sobre a inclusão de medidas que exigem um tempo mínimo de associação para direitos de voto e a proposição de mandatos prévios para candidaturas. Essas mudanças poderiam limitar a diversidade de vozes e a participação ativa dos torcedores, que sempre foram pilares da identidade santista. Historicamente, o Santos se destacou por ser um clube aberto e plural, com uma conexão profunda com seus fãs, que vão muito além dos muros da Vila Belmiro.

As novas diretrizes propostas geram preocupação entre torcedores e especialistas, que se questionam sobre a verdadeira intenção por trás desse movimento. Falar em “governança” e “profissionalização” enquanto as mesmas figuras ocupam posições de destaque pode levar à desconfiança no processo decisório. O Santos deve se adaptar às exigências do futebol contemporâneo, mas isso não deve ocorrer à custa da participação de sua base torcedora.

A discussão em torno dessas mudanças estatutárias não se limita apenas a legislações internas, mas toca na fundamental questão da representatividade. Um clube se distancia de sua torcida e de seus valores principais, corre o risco de alienar exatamente aqueles que sustentam seu cotidiano e sua história. O futuro do Santos depende de um equilíbrio entre inovação e a preservação de sua essência.
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Em Resumo
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A mudança no estatuto do Santos e o risco da “Belmirolândia”
Fonte: Futebol BR

