Na 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada em São Paulo, a atleta brasileira Nubia de Oliveira alcançou novamente o terceiro lugar na categoria feminina, com um tempo de 52 minutos e 42 segundos, melhorando sua performance do ano passado. A atleta, que já disputou a prova quatro vezes, expressou sua determinação em alcançar o topo do pódio nos próximos anos. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
Nubia, com 23 anos, declarou que ainda tem um longo caminho pela frente e que cada corrida tem sido uma oportunidade de ganhar experiência. Ela também enfatizou o impacto de sua presença no pódio como uma fonte de inspiração para outras mulheres, especialmente as nordestinas, a se envolverem mais com o esporte.
Desde 2006, quando Lucélia Peres conquistou a São Silvestre, uma brasileira não vence a prova. Neste ano, a vencedora foi Sisilia Ginoka Panga da Tanzânia, com um tempo de 51 minutos e 08 segundos, marcando a primeira vitória de uma atleta deste país na competição e interrompendo a sequência de vitórias das quenianas que persistia desde 2016. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
Destacando-se na corrida, Cynthia Chemweno, do Quênia, manteve a segunda colocação, a mesma do ano passado. Outros competidores notáveis foram a peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga e a queniana Vivian Jeftanui Kiplagati, que completaram a prova em quarto e quinto lugar, respectivamente.
No evento masculino, o melhor brasileiro foi Fábio de Jesus Correia, que também terminou em terceiro lugar, uma posição que reflete o desempenho do ano anterior. A última vez que um brasileiro venceu a São Silvestre no masculino foi em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. Muse Gizachew, da Etiópia, foi o vencedor desta edição, com uma notável ultrapassagem sobre o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong nos últimos momentos da corrida. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
Durante entrevista, Fábio agradeceu o suporte recebido, mas criticou a falta de infraestrutura adequada para treinamento, apelando por mais atenção das autoridades a este aspecto para melhorar o desempenho dos atletas nacionais. A competição mais uma vez destacou a necessidade de mais investimentos e apoio ao atletismo brasileiro, enquanto os atletas continuam a mostrar resiliência e comprometimento com a excelência no esporte.
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