Melhora no Quadro de Seca em Grande Parte do Brasil, Revela Monitor de Secas
Fevereiro trouxe um alívio para a situação de seca em várias regiões do Brasil, conforme aponta o recente relatório do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Segundo os dados, houve uma redução na severidade da seca nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, enquanto a situação se manteve estável no Sul.
O Monitor de Secas, ferramenta de acompanhamento contínuo que foi criada em 2014 e se baseia na metodologia utilizada pelos Estados Unidos e México, mostra que o percentual do território nacional afetado pela seca diminuiu de 63% em janeiro para 54% em fevereiro. Este recuo pode ser observado de forma expressiva em 17 estados, incluindo Alagoas, Bahia e Minas Gerais, enquanto apenas Amapá e Rondônia apresentaram intensificação deste fenômeno.
No Nordeste, que ainda sofre com a seca mais severa, houve uma diminuição significativa das áreas de seca extrema, principalmente na Bahia e no Piauí. A seca grave também recuou nesses estados. No Centro-Oeste e Sudeste, os destaques foram para o desaparecimento da seca no Distrito Federal e a melhora no estado de São Paulo, onde a seca grave deu lugar a condições menos severas.
Apesar das melhorias apresentadas, o Norte ainda possui 29% de seu território sob condições de seca, embora tenha visto melhoria nos indicadores. No Sul, a situação variou pouco, registrando 63% do território sob alguma categoria de seca, com avanços da seca fraca em áreas do Rio Grande do Sul e Paraná, devido a chuvas abaixo da média.
O relatório destacou ainda que, entre janeiro e fevereiro, algumas unidades da Federação tiveram um aumento na área de seca, sendo elas: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e Roraima. Por outro lado, estados como Bahia, Goiás e São Paulo notaram uma diminuição das áreas afetadas.
Vale ressaltar a utilidade do Monitor de Secas na avaliação dos impactos do fenômeno tanto em curto quanto em longo prazo, refletindo diretamente nas políticas de gestão e mitigação dos efeitos da seca pelo país. A ferramenta é essencial para a organização de resposta e planejamento pelos estados e municípios afetados. A ANA continua a monitorar e a divulgar os dados para informação e preparação das áreas ainda afetadas.
[Brasília (DF), 20/03/2026 – Monitor de secas. Foto: ANA/Divulgação]
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