O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou uma sindicância interna para investigar uma acusação de importunação sexual supostamente cometida pelo ministro Marco Aurélio Buzzi. A denúncia partiu de uma jovem de 18 anos, que é filha de amigos do ministro. O ministro nega veementemente as alegações.
Em resposta unânime, o plenário do STJ formou uma comissão, composta pelos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira, para conduzir a apuração dos fatos relatados. Essa medida demonstra a seriedade com que o tribunal está tratando a questão.
Segundo relatos, o incidente teria ocorrido durante um encontro em que Buzzi e a família da jovem passavam férias em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A acusadora afirma que o ministro tentou agarrá-la durante um banho de mar. Em seguimento, ela registrou um boletim de ocorrência para oficializar sua queixa.
Além da investigação interna no STJ, o caso está sendo analisado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em relação às possíveis repercussões administrativas desta denúncia. A parte criminal está sob a responsabilidade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, dado que Buzzi possui foro privilegiado.
O ministro Marco Buzzi, através de um comunicado à imprensa, expressou sua surpresa e indignação com as acusações, reiterando sua inocência e reprovando quaisquer insinuações de comportamento impróprio. Paralelamente, Daniel Bialski, advogado da jovem, enfatiza a necessidade de rigor na condução das investigações, visando proteger sua cliente e sua família diante da gravidade da situação.
Ministro Marco Buzzi – Foto: Arquivo/Sérgio Amaral/STJ
Ao abordar este caso sensível e de repercussões significativas, todas as partes envolvidas e os órgãos responsáveis estão priorizando a transparência e a justiça. As investigações continuam em andamento, visando esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades envolvidas.
STJ abre sindicância contra ministro acusado de importunação sexual
Internacional

