A inteligência artificial (IA) já é uma realidade em 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil, impactando tanto instituições públicas quanto privadas. Esta informação foi revelada pela pesquisa TIC Saúde 2025, conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), parte do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). No levantamento, que entrevistou 3.270 gestores de saúde, observou-se que 11% dos serviços públicos e 21% dos privados já implementam essa tecnologia.
A aplicação da IA está sendo empregada principalmente para organizar processos clínicos e administrativos, melhorar a segurança digital e aumentar a eficiência dos tratamentos, entre outras funcionalidades. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de explorar como a IA tem sido usada, refletindo a sua rápida adoção nos últimos anos.
No entanto, essa incorporação tecnológica não está livre de desafios. Gestores de hospitais com mais de 50 leitos reportam barreiras como custos elevados, falta de priorização institucional e limitações em dados e capacitação. Luciana Portilho, do Cetic.br, sublinha a necessidade de qualificação profissional e de diretrizes regulatórias para uma adoção ética e segura da IA na saúde.
Além disso, a pesquisa destaca o uso de internet das coisas (9%) e tecnologia robótica (5%) nos estabelecimentos, demonstrando um crescente interesse em tecnologias avançadas. Serviços digitais como visualização online de resultados de exames e agendamentos também são oferecidos por uma parcela significativa das instituições, melhorando a interação com os pacientes.
Esses insights são cruciais para entender o avanço tecnológico no atendimento à saúde e suas implicações para a eficiência e segurança do setor. Com esses dados, o governo e os gestores de saúde podem direcionar melhor as políticas e recursos para integrar a IA de forma mais ampla e equitativa no sistema de saúde brasileiro.
Uso de IA na saúde chega a 18% dos estabelecimentos do país
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