Preços da Indústria Crescem 2,63% em Abril de 2026, Com Destaques em Química e Petróleo
Em abril de 2026, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação registrou uma variação de 2,63% em comparação a março, conforme os dados divulgados pelo IBGE. Este crescimento contínuo foi impulsionado por aumentos de preços em 21 das 24 atividades industriais analisadas, refletindo o terceiro maior acumulado para um mês de abril desde o início da série, com 5,12% no ano e 1,07% em 12 meses.
Entre os setores que mais contribuíram para esta alta, destacaram-se “outros produtos químicos”, que viu um aumento expressivo de 9,91%, seguido por “borracha e plástico” (7,31%) e “refino de petróleo e biocombustíveis” (6,44%). As indústrias extrativas também mostraram um desempenho robusto, registrando uma variação de preços de 4,92% no último mês. A composição detalhada do IPP revela que estes quatro setores foram responsáveis por influências significativas nas variações de preços reportadas.
Analisando a performance do setor de “outros produtos químicos”, a influência na variação mensal foi de 0,80 ponto percentual, enquanto o acumulado no ano alcançou 17,66%. Este crescimento é atribuído, em parte, aos recentes conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que impactaram os preços de insumos essenciais.
O setor de refino de petróleo, que também apresenta um crescimento considerável, viu a taxa acumulada no ano subir de 3,03% em março para 9,67% em abril, marcando o primeiro desempenho positivo em abril desde 2022. A alta nos preços do óleo diesel e do álcool etílico reflete a interrupção das cadeias de suprimentos devido a eventos climáticos e políticos.
Na comparação anual, mesmo que o IPP tenha registrado um avanço de 1,07%, o setor de alimentos ainda enfrenta desafios, com uma variação negativa de -6,76% em relação ao mesmo mês de 2025, apesar de um crescimento de 1,43% em abril. A análise detalha que os preços de laticínios e açúcar tiveram influências significativas nas oscilações de preços.
O desempenho das grandes categorias econômicas também merece atenção: os bens de capital tiveram uma variação de 1,26%, enquanto os bens intermediários cresceram 4,10%. Por outro lado, os bens de consumo apresentaram um aumento moderado de 0,78%. A influência mais forte observada entre essas categorias foi dos bens intermediários, que contribuíram significativamente para a variação geral do índice.
Esses dados destacam uma dinâmica econômica robusta na indústria brasileira, coincidente com movimentações no mercado global e tensões regionais que afetam diretamente os custos de produção e os preços ao consumidor. A coleta e análise contínua desses índices pelo IBGE são essenciais para uma compreensão mais profunda da evolução econômica do Brasil.
Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de 2,63% em abril

