Desemprego e Informalidade: Panorama do Trabalho no Brasil no Primeiro Trimestre de 2026
No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1%, um aumento de 1,0 ponto percentual em comparação ao último trimestre de 2025, quando estava em 5,1%. Apesar do recuo em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrava 7,0%, o aumento sinaliza desafios para o mercado de trabalho. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam uma realidade complexa que afeta diversas regiões e demografias.
A desocupação aumentou em 15 estados, incluindo o Ceará (alta de 2,3 p.p.) e o Acre (1,8 p.p.). As maiores taxas foram observadas no Amapá (10,0%), Alagoas, Bahia e Pernambuco (todas com 9,2%). Em contrapartida, os menores índices foram em Santa Catarina (2,7%) e Mato Grosso (3,1%). A disparidade também é evidente por gênero e raça: a taxa de desocupação foi de 5,1% para homens e 7,3% para mulheres, além de ser maior entre pretos (7,6%) e pardos (6,8%) em comparação aos brancos (4,9%).
A situação educacional impacta diretamente no emprego; a taxa de desocupação é de 10,8% entre aqueles com ensino médio incompleto, enquanto para os com nível superior completo, esse índice cai para 3,7%. A taxa composta de subutilização no país também se elevou a 14,3%, sendo o Piauí o estado com a maior taxa (30,4%). Santa Catarina, por outro lado, apresentou o menor índice (4,7%).
Em relação à formalização do trabalho, 74,7% dos empregados do setor privado possuíam carteira assinada. Os maiores percentuais foram verificados em Santa Catarina (86,7%) e os menores no Maranhão (53,4%) e Pará (55,9%). O percentual de trabalhadores por conta própria ficou em 25,5%, com destaque para o Maranhão (34,1%) e o Distrito Federal (16,7%).
A taxa de informalidade permanece alarmante, com 37,3% da população ocupada em atividades informais. Novamente, o Maranhão lidera com 57,6%, enquanto Santa Catarina tem a menor taxa, de 25,4%. O número de pessoas em busca de trabalho há mais de dois anos caiu 21,7% em relação ao ano anterior, somando 1,1 milhão. Já 1,4 milhão procurava emprego há menos de um mês, representando uma diminuição de 14,7% em comparação a 2025.
Finalmente, o rendimento médio real mensal das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.722, apresentando crescimento em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado. As regiões Nordeste e Centro-Oeste foram as únicas que mostraram aumento no rendimento em comparação ao trimestre anterior, enquanto a massa de rendimento médio real alcançou R$ 374,8 bilhões.
PNAD Contínua Trimestral: desocupação sobe em 15 das 27 UFs no 1° trimestre de 2026

