Taxa de Desocupação Atinge 6,1% no Brasil no Primeiro Trimestre de 2026
A taxa de desocupação no Brasil, referente ao trimestre encerrado em março de 2026, foi de 6,1%, conforme dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE. O resultado apresenta um aumento de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas representa uma queda de 0,9 ponto percentual em comparação ao mesmo período de 2025, sendo a menor taxa registrada para um trimestre de março desde o início da série histórica, em 2012.
No total, a população desocupada cresceu para 6,6 milhões, um acréscimo de 19,6% (1,1 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior. Em um comparativo anual, houve uma redução de 13,0% (987 mil pessoas) na desocupação. A população ocupada, que soma 102 milhões, sofreu uma queda de 1,0% (1,0 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 1,5% (1,5 milhão) em contraste com março de 2025.
O nível de ocupação – percentagem de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar – ficou em 58,2%, com uma leve queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, embora tenha registrado um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao ano passado. A taxa realizada de subutilização, que atinge 14,3%, subiu 0,9 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior, mas caiu 1,6 ponto percentual em relação ao ano passado.
Dentre os trabalhadores, o rendimento médio habitual atingiu R$ 3.722, estabelecendo um novo recorde, com crescimentos de 1,6% em relação ao trimestre anterior e de 5,5% em comparação a março de 2025. A massa de rendimento habitual totalizou R$ 374,8 bilhões, marcando estabilidade no trimestre e um acréscimo de 7,1% no ano.
Os setores também demonstraram mudanças significativas. O contingente de empregados no setor privado sofreu redução de 1,0% (527 mil pessoas) no trimestre, mas cresceu 1,1% (583 mil pessoas) ao longo do ano. O número de trabalhadores com carteira assinada se manteve em 39,2 milhões, enquanto o número de trabalhadores informais representou 37,3% da população ocupada, um declínio em relação ao trimestre anterior.
Por fim, a pesquisa revela a complexidade do mercado de trabalho brasileiro, que, apesar dos ganhos em alguns indicadores, ainda enfrenta desafios significativos, refletidos nas taxas de desocupação e subutilização de pessoas.
PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 6,1% e taxa de subutilização é de 14,3% no trimestre encerrado em março

