Brasília, 29 de junho de 2026 – O museu Sesi Lab, localizado na Esplanada dos Ministérios, inaugura nesta segunda-feira (29) seus novos sistemas agroecológicos educativos no espaço externo, numa iniciativa que promete fundir arte, ciência e tecnologia em prol da sustentabilidade e educação ambiental.
O projeto, denominado Cultiva Lab, propõe um ambiente onde os visitantes podem explorar a rica biodiversidade do Brasil e entender como a tecnologia e a indústria podem contribuir na regeneração de áreas degradadas, conforme explicado por Cândida Oliveira, gerente executiva de desenvolvimento institucional do Sesi Lab. Este projeto inovador oferece uma combinação única de elementos naturais e tecnológicos, destinado a ser um espaço de aprendizado e consciência ecológica.
No novo espaço, foram plantadas 340 mudas de aproximadamente 90 espécies diferentes, dispostas de maneira que imitam suas colocações naturais, incluindo áreas de transição entre os biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Espécies emblemáticas como a sumaúma, açaí, guaraná, ipê, pequizeiro, cactos e pau-brasil integram a exposição ao ar livre, acompanhadas de culturas de ciclo curto, como milho, abóbora, mandioca e hortaliças, informou Oliveira.
A produção esperada nos primeiros dois anos alcança entre 3 e 5 toneladas de alimentos, que serão doados a instituições sociais. Cláudio Jacintho, engenheiro florestal do projeto, detalhou as técnicas de agricultura regenerativa adotadas, que incluem o enriquecimento do solo com material orgânico e a promoção de um microclima ideal para o crescimento das plantas.
As atividades educativas serão um ponto forte do Cultiva Lab, com monitoramento constante dos biomas e programação variada que inclui visitas agendadas, colheita participativa e oficinas temáticas. A coordenadora de Ações Educativas e Pesquisa, Luciana Conrado Martins, ressalta o potencial transformador do projeto, que visa inspirar uma convivência harmoniosa com o meio ambiente.
Adicionalmente, a cada cinco anos, 50 artistas e 50 pesquisadores serão selecionados para programas de residência no Sesi Lab, com o objetivo de fomentar investigações e expressões artísticas que interajam com a temática de sustentabilidade e agroecologia. Os sistemas implementados têm a pretensão de capturar até 10 toneladas de CO2e anualmente, contribuindo para as metas de sustentabilidade do museu, conforme destacou Oliveira.
Fotos por Marcelo Camargo/Agência Brasil
Sistemas agroecológicos de quatro biomas são criados em Brasília
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