Caracas, Venezuela — Em movimento significativo na política venezuelana, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou uma nova proposta de lei de anistia geral, visando promover a reconciliação nacional. Durante um evento no Tribunal Supremo de Justiça, Rodríguez expressou que o objetivo da medida é curar as cicatrizes do longo período de confrontos políticos que têm marcado o país desde 1999, ano em que Hugo Chávez foi eleito presidente.
“A lei de anistia geral é um passo para a cura das feridas deixadas pela violência e pelo extremismo político”, afirmou Rodríguez, destacando que a legislação é inspirada no espírito de inclusão social preconizado por Chávez. O projeto abrangerá incidentes desde a chegada de Chávez ao poder até os dias atuais, excluindo, entretanto, condenações por crimes severos como homicídio, tráfico de drogas, corrupção e violações graves aos direitos humanos.
Esta proposta surge em um contexto político conturbado, após o sequestro de Nicolás Maduro pelas Forças Armadas dos Estados Unidos em janeiro deste ano, um incidente que resultou em sua prisão. Enquanto isso, Delcy Rodríguez trabalha para estabelecer diálogos com o governo americano, mantendo uma postura crítica em relação à detenção de Maduro.
Além da lei de anistia, a presidente interina revelou também esta semana a criação de um plano de defesa nacional, afirmando que a Venezuela busca o diálogo, mas se opõe a qualquer forma de agressão.
A iniciativa de Rodríguez é vista como um esforço para estabilizar a nação e reconstruir relações internas e externas em meio a crises políticas e humanitárias.
*com informações da agência Reuters.
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Delcy Rodríguez apresenta proposta de anistia geral na Venezuela
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