NotíciasEconomiaDívida Pública Federal atinge recorde de R$ 7,6 trilhões em abril

Dívida Pública Federal atinge recorde de R$ 7,6 trilhões em abril

A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil atingiu um novo marco histórico ao ultrapassar R$ 7,6 trilhões em abril, impulsionada principalmente pela apropriação de juros. Este aumento representa um acréscimo de 1,44% em relação ao mês anterior, quando estava em R$ 7,508 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional.

Em detalhes, o acréscimo na dívida deve-se ao crescimento da Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi), que teve uma alta de 1,55%, passando de R$ 7,199 trilhões para R$ 7,31 trilhões. Tal aumento foi potencializado pela emissão líquida de R$ 41,42 bilhões em títulos e pela incorporação de R$ 70,3 bilhões em juros, refletindo a atual taxa Selic de 14,75% ao ano. Em abril, o Tesouro emitiu R$ 204,46 bilhões em títulos da DPMFi, enquanto os resgates atingiram R$ 163,04 bilhões, majoritariamente de títulos prefixados.

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Por outro lado, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) registrou uma diminuição de 1,1%, de R$ 309,54 bilhões em março para R$ 306,13 bilhões em abril, influenciada pela depreciação de 1,42% do dólar no mesmo período.

É relevante destacar a recuperação do colchão da dívida pública, um mecanismo de reserva financeira para períodos de turbulência econômica. Este fundo aumentou de R$ 869 bilhões em março para R$ 904 bilhões em abril, cobrindo 8,57 meses de vencimentos futuros de títulos federais previstos para os próximos 12 meses, no valor de R$ 1,365 trilhão.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que a DPF encerre 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões, mostrando que, apesar dos recentes aumentos, a trajetória atual segue abaixo das projeções máximas estabelecidas.

A composição da dívida também sofreu alterações em abril. A participação de títulos prefixados caiu para 20,23%, enquanto a proporção de papéis atrelados à Selic e à inflação viu um incremento, reflexo da estratégia do governo e do apetite dos investidores em um ambiente de alta taxa de juros. Detalhes sobre detentores mostram que as instituições financeiras mantêm a maior parcela, seguidas por fundos de pensão e fundos de investimento.

Este cenário destaca a contínua necessidade do governo de administrar cuidadosamente as finanças públicas e as condições de crédito, em um esforço para manter a sustentabilidade fiscal em um ambiente econômico desafiador.

(Informações coletadas por Agência Brasil)

Dívida Pública sobe 1,44% em abril e supera R$ 7,6 tri

Agência Brasil

Economia

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