O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou nesta quarta-feira (3) o pedido de suspeição contra o ministro Kassio Nunes Marques, feito por quatro senadores, em relação ao julgamento de um mandado de segurança sobre a criação da CPI do Banco Master. A ação questiona a imparcialidade de Nunes Marques devido a sua proximidade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), implicado no caso.
Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) afirmaram que a posição do ministro Nunes Marques poderia ser comprometida, dada a sua relação com Nogueira. Entretanto, Fachin afirmou que tais alegações deviam ter sido apresentadas até cinco dias após a nomeação do relator, conforme o prazo regimental que se encerrou em 31 de março de 2026.
O pedido dos senadores surge em um momento de crescente pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para instalar a comissão. A comissão ainda não foi formada, apesar do requerimento ter sido apresentado em novembro de 2026, contando com o apoio de 53 senadores, número superior aos 27 necessários para sua constituição.
A CPI do Banco Master busca investigar irregularidades no banco que podem estar vinculadas a figuras políticas de alto escalão. Este tema, de grande relevância para a transparência e o combate à corrupção no país, continua pendente de resolução no Senado Federal.
Os procedimentos e os andamentos dessa questão serão acompanhados de perto, dada a sua importância para a estrutura política e administrativa do Brasil.
Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master
Internacional

