O Governo Central encerrou o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 61,69 bilhões, equivalendo a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB). Este resultado reflete o impacto do aumento de gastos obrigatórios, especialmente com Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). As informações foram divulgadas pelo Tesouro Nacional.
Em dezembro, contrariando a tendência anual, houve um superávit primário de R$ 22,1 bilhões. Apesar do déficit acumulado, o resultado final de 2025 superou a projeção das instituições financeiras participantes da pesquisa Prisma Fiscal, que previam um déficit de R$ 68,21 bilhões.
O resultado do déficit primário considera um superávit de R$ 255,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central, sendo contraposto por um déficit de R$ 317,2 bilhões da Previdência Social. O Tesouro Nacional relatou um aumento real de receitas líquidas de 2,8% sobre 2024, totalizando R$ 64,3 bilhões, enquanto as despesas avançaram 3,4%, representando um aumento de R$ 79,1 bilhões.
No tocante a meta fiscal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o novo arcabouço fiscal impuseram a meta de déficit primário zero com uma margem de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo. Ficando no cenário real, o déficit primário do Governo Central permaneceu em R$ 13 bilhões, ou 0,1% do PIB, não considerando R$ 48,68 bilhões em compensações autorizadas.
A arrecadação recorde de 2025 foi crucial para mitigar um déficit mais pronunciado. As receitas tiveram um aumento significativo, como a arrecadação de R$ 43,56 bilhões com o imposto de renda e R$ 37 bilhões com receita previdenciária. Por outro lado, houve declínio nos dividendos, especialmente pelos menores pagamentos da Petrobras e BNDES, que reduziram as receitas em R$ 26,3 bilhões.
As despesas aumentaram principalmente em benefícios previdenciários e BPC, refletindo o aumento no número de beneficiários e a política de reajuste do salário mínimo. Apesar de um ano desafiador, alguns cortes de custos foram iniciados, como a redução de gastos extraordinários em 76,3% comparado ao período de calamidade no Rio Grande do Sul em 2024.
Déficit primário do Governo Central totaliza R$ 61,7 bilhões em 2025
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