Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, se prepara para sediar a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), a partir de 23 de março. Durante o evento, que ocorre bienalmente, líderes e especialistas de 132 países e da União Europeia discutirão políticas urgentes de conservação de espécies migratórias, essenciais para a biodiversidade global.
A Conferência, que é um dos principais fóruns internacionais sob a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), busca endereçar os crescentes desafios que ameaçam a sobrevivência de diversas espécies devido à poluição, mudanças climáticas e destruição de habitats. A cidade brasileira foi escolhida como sede devido à sua posição estratégica em rotas migratórias de diversas espécies protegidas pelo tratado.
Segundo Amy Fraenkel, secretária executiva da CMS, a COP15 discutirá descobertas alarmantes, incluindo o declínio na conservação de 24% das espécies migratórias. A análise é baseada na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN que reflete a situação crítica na preservação da biodiversidade mundial. Fraenkel destaca o aumento em espécies com populações decrescentes, o que reforça a necessidade de ações concretas e imediatas.
Durante o encontro, serão apresentados importantes estudos, incluindo relatórios sobre peixes migratórios de água doce e impactos da mineração em águas profundas. Tais estudos visam orientar decisões políticas e melhorar a eficácia na conservação dessas espécies.
Além disso, o evento marcará a inclusão de 42 novas espécies sob proteção da convenção, ampliando o espectro de ação da CMS. Com uma agenda repleta de mais de 100 itens, a COP15 no Brasil promete ser um marco no fortalecimento das políticas de conservação e na liderança política do país anfitrião no cenário global. O Brasil, que aderiu à convenção em outubro de 2015, desempenha papel crucial pela diversidade de espécies que cruzam seu território, contribuindo significativamente para a manutenção e saúde dos ecossistemas tanto locais quanto internacionais.
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