Produção industrial no Brasil apresenta resultado negativo em maio de 2026
Em maio de 2026, a produção industrial brasileira registrou uma queda de 0,2% em relação a abril, marcando o primeiro resultado negativo do ano. No entanto, comparado ao mesmo mês do ano anterior, houve um leve avanço de 0,2%. No acumulado do ano até maio, a produção industrial cresceu 1,4%, enquanto a variação nos últimos 12 meses foi de 0,4%. As informações são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE.
O desempenho da indústria em maio foi afetado por três das grandes categorias econômicas, além de 8 dos 25 ramos industriais que apresentaram queda. Entre os principais setores que influenciaram negativamente, destacam-se as atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (–6,1%) e indústrias extrativas (–2,6%). Outras quedas relevantes foram observadas em produtos alimentícios (–1,3%), têxteis (–4,0%) e impressões e reproduções de gravações (–8,1%).
Por outro lado, 16 setores apresentaram crescimento, com destaque para produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%) e veículos automotores (4,1%). No que se refere às grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis avançaram 3,6%, revertendo o recuo de 3,1% registrado em abril e mostrando um crescimento impulsionado pela maior produção de automóveis. No entanto, bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,3%, retrocedendo após um período de dois meses de altas.
A média móvel trimestral, por sua vez, variou positivamente em 0,3% no trimestre encerrado em maio, com bens de consumo duráveis (0,8%) e bens intermediários (0,6%) apresentando avanços significativos. A análise detalhada da produção revela que, enquanto as categorias de bens de capital e de consumo semi e não duráveis enfrentaram dificuldades, bens de consumo duráveis e intermediários mostraram resiliência, evidenciando a complexidade do cenário industrial brasileiro.
Produção industrial varia -0,2% em maio

