Inovação, democratização e difusão do conteúdo audiovisual brasileiro foram pauta nesta quinta-feira (28) no Rio2C. O evento ocorre na Cidade das Artes, Rio de Janeiro, e segue até domingo (31), reunindo especialistas da indústria criativa para debates potentes sobre o futuro do setor. A diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antônia Pellegrino, sublinhou a necessidade de fortalecer a produção independente e expandir a acessibilidade em diversas plataformas.
Durante o painel, Pellegrino enfatizou a importância da nova TV 3.0 para o avanço da comunicação pública, iniciativa em conjunção com a EBC, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “A TV 3.0 nos proporciona implementar uma tecnologia inovadora que apoia a democratização do acesso ao conteúdo nacional ajudando a preservar e promover nossa diversidade cultural”, explica Pellegrino.
Paulo Feitosa, coordenador do programa Cinemas, discutiu estratégias para intensificar os espaços de exibição para os filmes nacionais, aproximando-os do público brasileiro. O programa prioriza a formação de público e a circulação de obras. “Estamos em um momento criativo vital e reconhecido na cinematografia brasileira, e é crucial maximizar os canais de difusão para sustentar esse crescimento”, ressaltou Feitosa.
A diretora de Preservação e Difusão Audiovisual do Ministério da Cultura, Daniela Fernandes, detalhou o programa Tela Brasil, que será oficialmente anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encerramento do Rio2C. “O Tela Brasil é desenhado para facilitar ainda mais o acesso ao audiovisual do país, enriquecer a produção interna e incentivar a formação de audiências”, afirmou Fernandes.
A internacionalização do cinema brasileiro também foi tema de discussão por Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual do Minc. Ela argumentou que as políticas públicas se renovam para colocar o Brasil em destaque no panorama global do setor. “Buscamos ampliar a visibilidade de nossas produções diversificadas, facilitando coproduções e explorando mercados internacionais”, concluiu Gonzaga.
Os desdobramentos dessas discussões apontam para estratégias robustas que prometem transformar o acesso e a visibilidade do cinema e da televisão brasileiros tanto internamente quanto no cenário internacional.
Crédito das imagens: Tomaz Silva/Agência Brasil.
Debate no Rio2C destaca inovação, TV 3.0 e incentivo ao audiovisual
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