NotíciasEconomiaGonet restringe pagamentos retroativos no MP após STF barrar

Gonet restringe pagamentos retroativos no MP após STF barrar

Procurador-Geral da República Reafirma Respeito ao Teto Remuneratório nas Remunerações Retroativas

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, emitiu uma recomendação formal a todas as unidades do Ministério Público para que se respeite o limite constitucional de remuneração, fixado em R$ 46,3 mil, no pagamento de benefícios retroativos adicionais, conhecidos como penduricalhos.

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Os penduricalhos são valores extras que algumas vezes são adicionados aos salários dos membros do Ministério Público, podendo resultar em remunerações que superam o teto constitucionalmente estabelecido. A medida busca assegurar que a soma desses benefícios não ultrapasse o teto de R$ 46.366,19.

A iniciativa foi comunicada nesta segunda-feira pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido por Gonet, ao Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação vem em resposta à reafirmação de Mendes na última sexta-feira, que proibiu o pagamento desses penduricalhos aos membros do Ministério Público e os Tribunais de Justiça, além de vetar reprogramações financeiras destinadas a antecipar tais pagamentos retroativos.

Além disso, a corregedoria do CNMP informou que não serão permitidos pagamentos que excedam o teto, e destacou que deverá ser respeitado um prazo de 45 dias para ajustes, conforme estipulado pela Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 6.606/MG, sem adiantamentos de verbas ou reprogramações que alterem o cronograma financeiro original.

O Supremo, em decisão ainda pendente de votação final marcada para 25 de março, tende a seguir as indicações para garantir a observância do teto. A determinação de cumprir rigorosamente com o teto remuneratório expressa a perseverança do sistema judiciário em manter a integridade da estrutura salarial púbica, alinhando-se com princípios de justiça e equidade fiscal.

Gonet limita pagamento de penduricalhos no MP após decisão do STF

Agência Brasil

Economia

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