O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, em entrevista à CBS News, manifestou incerteza sobre relatos de um ataque iraniano à base de Diego Garcia, crucial para as operações militares de Reino Unido e Estados Unidos no Oceano Índico. As autoridades ainda estão investigando a veracidade dos ataques, ocorridos supostamente no último sábado.
Apesar das declarações oficiais iranianas de que seu arsenal balístico tem um alcance máximo de 2 mil quilômetros, Rutte ressaltou que, se os mísseis iranianos de fato atingiram Diego Garcia, isso indicaria uma significativa extensão de sua capacidade, que poderia inclusive alcançar grandes cidades europeias. Esta possibilidade alinha-se com acusações recentes de Israel, elevando as tensões na região.
O governo do Reino Unido, conforme declarações de sexta-feira, confirmou seu apoio às operações defensivas dos EUA, visando neutralizar ameaças no Estreito de Ormuz e fortalecer a segurança regional. Isso, segundo o ministro das Relações Exteriores de Teerã, Seyed Abbas Araghchi, coloca cidadãos britânicos em risco, dada a crescente hostilidade e possíveis retaliações iranianas.
A situação é complexa também do ponto de vista da capacidade militar do Irã. A diretora da Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, estimou em audiência no Senado que o Irã poderia desenvolver mísseis intercontinentais até 2035. Essa avaliação está sendo revisada, considerando os recentes conflitos e ataques que comprometeram infraestruturas iranianas essenciais.
As fontes militares dos EUA, que preferiram não se identificar, e as declarações de Rutte, apontam para um cenário incerto e potencialmente perigoso, que poderia envolver diretamente a Otan em conflitos ampliados, caso se confirme a capacidade balística expandida do Irã.
Fonte das imagens: Agência Brasil (imagens meramente indicativas).
Otan não confirma ataque do Irã à base do Reino Unido e EUA no Índico
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