No Dia Mundial da Hemofilia, celebrado em 17 de abril, a Federação Mundial da Hemofilia reafirmou a importância do diagnóstico precoce para o tratamento eficaz da doença. Estima-se que mais de 75% das pessoas com esse distúrbio ainda não foram diagnosticadas, o que impede acesso a tratamentos.
A hemofilia é uma condição genética, primariamente hereditária, que afeta a capacidade de coagulação do sangue. Segundo o Ministério da Saúde, é causada pela deficiência em alguns dos fatores coagulantes. Por exemplo, a hemofilia A, a forma mais comum, decorre da falta do Fator VIII, enquanto a hemofilia B é causada pela deficiência no Fator IX.
Existem dois principais tipos de hemofilia: A e B, ambos com sangramentos semelhantes mas variando na gravidade dependendo da quantidade do fator coagulante presente no plasma sanguíneo. As categorias de severidade vão desde grave até leve, que pode permanecer não detectada até a idade adulta.
Em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, Cesar Garrido, presidente da federação global, destacou a necessidade de melhorar as capacidades diagnósticas em todo o mundo. “Sem diagnóstico, não há tratamento; e sem tratamento, não há progresso”, alerta Garrido.
No Brasil, dados recentes do Ministério da Saúde indicam que 14.202 pessoas estão registradas como portadoras de hemofilia, com a maioria dos casos sendo de hemofilia A. O tratamento no país é apoiado pela produção nacional de medicamentos hemoderivados, realizada pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), que atua em conjunto com o Sistema Único de Saúde (SUS).
Em uma nota emitida em celebração ao dia, a Hemobrás ressaltou a importância do complexo industrial em Goiana, Pernambuco, que coloca o Brasil no grupo de países com capacidade de produção independente de medicamentos essenciais para o tratamento da hemofilia.
Para além de discutir diagnóstico e tratamento, a Federação Mundial da Hemofilia e o Ministério da Saúde buscam conscientizar sobre a condição, destacando a importância de uma infraestrutura de suporte que possibilite aos pacientes manter uma qualidade de vida ativa e estável.
Créditos da imagem: Agência Brasil.
Dia Mundial da Hemofilia: campanha reforça importância do diagnóstico
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