Rioprevidência implementa nova regra para otimizar uso de recursos excedentes
O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) anunciou nesta terça-feira (9) uma série de medidas visando aprimorar a gestão financeira do fundo que custeia o pagamento dos benefícios previdenciários dos servidores públicos estaduais. Entre as medidas, está a destinação de recursos excedentes para fortalecer o caixa dos benefícios e a adoção de estratégias de investimento mais conservadoras.
O Rioprevidência, que tem enfrentado escrutínios devido a sua recente implicação no chamado Caso Master sobre supostas irregularidades em investimentos, revelou que qualquer saldo do Fundo Administrativo que exceda 150% das despesas nos últimos 12 meses será realocado para o pagamento de aposentadorias e pensões. Esta nova disposição, aprovada pela diretoria executiva do instituto no dia 2 de maio, tem uma potencial projeção de movimentar aproximadamente R$ 100 milhões até o final do ano corrente.
Felipe Derbli, diretor-presidente da autarquia, explicou que além de garantir recursos adicionais para pensionistas e aposentados, a medida visa impor um limite autoimposto às despesas futuras, aumentando a eficiência e a responsabilidade no uso dos fundos administrativos.
Complementando as mudanças, a equipe executiva decidiu que todos os novos investimentos do fundo serão pautados por critérios de conservadorismo, priorizando opções de curto prazo e alta liquidez. “Não há sentido em expor o fundo de custeio administrativo a investimentos de longo prazo que carregam riscos mais elevados”, declarou Derbli.
Esta mudança estratégica ocorre no contexto de investigações sobre alegações de má gestão anterior, onde, segundo relatos da Polícia Federal, o fundo realizou aportes significativos em produtos financeiros potencialmente arriscados do Banco Master, somando investimentos que alcançam a cifra de R$ 2,98 bilhões entre outubro de 2023 e outubro de 2025. Esses movimentos financeiros estão atualmente sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), liderada pelo ministro André Mendonça.
Com a sessão ordinária do Conselho de Administração prevista para o final de junho, espera-se que as novas regras sejam solidificadas e que o Rioprevidência continue a avançar na reformulação de suas políticas e práticas fina
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