Taxa de Desocupação no Brasil Mantém Estabilidade em 5,6% no Trimestre de Março a Maio de 2026
A taxa de desocupação no Brasil manteve-se em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, apresentando leve redução em relação ao mesmo período do ano anterior, quando atingiu 6,2%. Em comparação ao trimestre anterior, de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, houve uma queda discreta de 0,2 ponto percentual, que estava em 5,8%.
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo IBGE, a população desocupada, composta por aproximadamente 6,1 milhões de pessoas, não variou em relação ao último trimestre, mas registrou uma redução de 9,3% (624 mil pessoas) em comparação com o mesmo período de 2025.
O número total de habitantes empregados no Brasil subiu para 102,7 milhões, com um aumento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e 0,8% em comparação com o do ano passado. A taxa de ocupação, que mede a porcentagem de pessoas empregadas na população em idade para trabalhar, foi de 58,6%, mantendo-se estável em relação aos trimestres anteriores.
A taxa composta de subutilização, que inclui pessoas desocupadas e subocupadas, caiu para 13,3%, uma redução significativa em relação ao trimestre anterior (14,1%) e ao mesmo trimestre do ano passado (14,9%). Isso se refletiu em uma diminuição da população subutilizada, reduzida em 5,7% no último trimestre e 11,3% em relação ao ano anterior.
O rendimento médio real habitual, estimado em R$ 3.726, permaneceu estável no trimestre, mas cresceu 4,0% em comparação ao ano anterior. Embora o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada se mantenha em 39,3 milhões, a taxa de informalidade entre os ocupados foi de 37,3%, o que corresponde a cerca de 38,3 milhões de trabalhadores informais.
Além disso, a division of labor por atividade revelou crescimento nos segmentos de transporte, armazenagem e correio (3,0%) e na administração pública e saúde (3,1%). Em contraste, serviços domésticos enfrentaram uma contração de 5,7%.
Esses dados evidenciam a dinâmica do mercado de trabalho no Brasil, que continua a passar por transformações enquanto busca-se uma recuperação econômica após os impactos da pandemia. A PNAD Contínua segue sendo uma fonte vital para a compreensão das condições laborais no país.
Taxa de desocupação é de 5,6% e taxa de subutilização é de 13,3% no trimestre encerrado em maio

