Vendas do Comércio Varejista Registram Queda em Abril de 2026
Em abril de 2026, o comércio varejista brasileiro enfrentou um retrocesso significativo de 1,5% no volume de vendas em relação ao mês anterior, março, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado impactou a média trimestral, que se manteve estável em 0,0%, após um crescimento de 0,7% no trimestre precedente. Apesar da queda mensal, na comparação anual, o volume de vendas cresceu 1,0% em relação a abril de 2025, refletindo um acumulado de alta de 2,0% no ano e 1,5% nos últimos 12 meses.
O desempenho do comércio ampliado, que inclui setores como veículos, material de construção e atacado especializado, apresentou uma redução de 0,7% no volume de vendas em abril, após a estabilização em março. Na comparação anual, o varejo ampliado mostrou uma alta de 1,4%.
No cenário setorial, foram observadas reduções em áreas significativas, como combustíveis e lubrificantes (-6,2%) e outros artigos pessoais e domésticos (-4,6%). Por outro lado, hipermercados e supermercados reportaram um crescimento de 1,3%, ajudando a suavizar a queda geral do varejo.
As variações no comércio varejista apresentaram resultados negativos em 20 das 27 unidades da federação. Os estados que mais sofreram foram Piauí (-3,9%) e Goiás (-3,8%). Entretanto, destacaram-se Roraima (1,8%) e Tocantins (1,6%) com crescimento positivo.
Perfis de consumo variados contrapuseram-se neste mês, com setores como equipamentos para escritório e artigos farmacêuticos mantendo resultados positivos e demonstrando crescimento anual de 6,5% e 4,5%, respectivamente. Contudo, o grupo de tecidos, vestuário e calçados registrou um recuo de 2,5%, sinalizando mudanças nas preferências e poder aquisitivo dos consumidores.
Os dados indicam uma dinâmica complexa no varejo, onde crescimento em alguns setores coexiste com declínios acentuados em outros, refletindo os desafios enfrentados pela economia brasileira.
Em abril, vendas no varejo recuam 1,5%

