IBGE divulga rendimentos e desigualdade regional para 2025
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tornou pública, nesta quarta-feira (29), os dados sobre o Rendimento Nominal Mensal Domiciliar Per Capita (RDPC) e os Coeficientes de Desequilíbrio Regional (CDR) para 2025. As informações, extraídas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), mostram um cenário de discrepâncias significativas entre as regiões do Brasil, conforme estipulado pelo Decreto 9.291 de 2018.
De acordo com os dados, o Rendimento Nominal Mensal Domiciliar Per Capita (RDPC) da população brasileira em 2025 foi de R$ 2.316. A região Centro-Oeste lidera com um rendimento de R$ 2.772, superando a média nacional, e apresenta um Coeficiente de Desequilíbrio Regional (CDR) de 1,00. Na sequência, a região Norte registrou um RDPC de R$ 1.568 e um CDR de 0,68. A situação é ainda mais preocupante no Nordeste, que apresentou um rendimento de R$ 1.484 e um CDR de 0,64.
Os coeficientes de desequilíbrio são calculados com base nos rendimentos regionais em relação à média nacional, considerando tanto os rendimentos do trabalho quanto outras fontes de renda. Os resultados foram obtidos a partir das informações acumuladas ao longo dos quatro trimestres da PNAD Contínua, referentes ao ano de 2025.
Estes coeficientes são especialmente relevantes, uma vez que servirão para a determinação dos encargos financeiros em operações de crédito vinculadas a fundos de financiamento regionais, como o Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO). A divulgação desses dados reflete desafios contínuos na busca por equidade econômica entre as diversas regiões do Brasil, destacando a necessidade de políticas públicas direcionadas para a redução das desigualdades regionais.
IBGE divulga o rendimento domiciliar per capita e o Coeficiente de Desequilíbrio Regional de 2025

