À medida que se aproxima a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), prevista para ocorrer entre 9 e 20 de novembro na cidade de Antália, Turquia, o embaixador André Corrêa do Lago enfrenta o desafio de concluir seu mandato na presidência brasileira desse destacado espaço multilateral para ação climática. Uma das prioridades de sua gestão inclui a elaboração de estratégias claras para cessar definitivamente o desmatamento global e avançar para a eliminação dos combustíveis fósseis, contribuindo assim para a redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa.
Atualmente, há uma chamada global aberta até o dia 31 de março para receber contribuições de países, observadores e partes interessadas, visando enriquecer as discussões e ações climáticas internacionais. Em conversa exclusiva com a Agência Brasil, Corrêa do Lago compartilhou insights sobre os progressos desde a COP30 e o papel crucial do Brasil em influenciar e liderar iniciativas internacionais, incluindo a proposta de um ‘roadmap’ para a transição energética, que é esperado ser detalhado até a COP31.
Segundo o embaixador, a COP31 se apresenta como uma oportunidade para consolidar os avanços da COP30 e superar as barreiras na negociação sobre combustíveis fósseis. A Colômbia, por exemplo, promove um encontro para impulsionar a discussão, com apoio substancial de diversos países. No entanto, o Brasil se mantém como um proponente vital na criação e implementação de políticas energéticas e de desmatamento mais sustentáveis.
Enquanto isso, eventos globais como a Conferência de Segurança em Munique e o Fórum Mundial Econômico em Davos colocam em pauta as mudanças climáticas, embora avanços substanciais sejam urgentemente necessários. Corrêa do Lago argumenta que as dificuldades enfrentadas na área climática são amplamente devido às complexas implicações econômicas e geopolíticas que envolvem a energia.
Questionado sobre a contradição das ações dos Estados Unidos em relação à transição energética, o embaixador apontou a estratégica conservadora do país, em contraste com a abordagem mais progressista da China. Nesse contexto, ele ressalta que o Brasil tem papel fundamental na facilitação desta transição, focando na conclusão dos mapas do caminho para desmatamento zero e para o afastamento dos combustíveis fósseis, bem como no fortalecimento das estruturas de financiamento climático.
Créditos da imagem: Agência Brasil [Inserir URL específica da imagem, se disponível]
COP30: mapas do caminho serão concluídos até novembro
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