Na madrugada da última segunda-feira, Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, foi cenário de uma tragédia causada por fortes chuvas. O deslizamento de terra no Parque Jardim Burnier resultou no colapso de várias residências e no trágico falecimento de, pelo menos, 28 pessoas na região. Além das perdas humanas, o episódio deixou inúmeros desabrigados e bairros isolados devido ao transbordamento do Rio Paraibuna.
O eletricista Jorge Rocha testemunhou o horror de ver casas vizinhas ao seu domicílio serem engolidas pela terra. “Foi um momento de desespero total,” relata Rocha, que ajudou no resgate de um vizinho ainda com vida, mas cuja família não teve a mesma sorte. Débora Pena, uma enfermeira local, também descreve cenas de pânico enquanto tentava salvar sua avó. “A situação é difícil de compreender; perdemos amigos e familiares,” disse Pena, abalada.
A Defesa Civil, com o auxílio do governo federal, que reconheceu oficialmente o estado de calamidade, está coordenando operações de resgate e auxílio aos afetados. O Corpo de Bombeiros intensificou as buscas por sobreviventes, conforme informou Demétrios Bastos Goulart, subcomandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar. “Estamos comprometidos em manter as operações enquanto houver riscos,” enfatizou Goulart, indicando o uso de cães farejadores e novos equipamentos para suportar as operações noturnas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para mais chuvas nos próximos dias, o que pode agravar a situação nas áreas já comprometidas. A situação requer atenção contínua das autoridades e da comunidade para enfrentar os desafios imediatos e a longo prazo impostos por este desastre natural. O esforço conjunto será crucial para a recuperação da região e o apoio às centenas de desabrigados, que atualmente contam com abrigos provisórios montados em áreas seguras.
Moradores relatam desespero após mortes em Juiz de Fora
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