A destruição da Mata Atlântica teve uma redução significativa em 2025, com uma queda de 28% em relação ao ano anterior, conforme divulgação dos dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com a MapBiomas e Arcplan desde 2022. Este é o menor índice registrado desde o início da série histórica, marcando uma desaceleração contínua no ritmo de perda desse bioma crítico.
A pesquisa revelou que a extensão do desmatamento diminuiu de 53.303 hectares em 2024 para 38.385 hectares em 2025. A análise do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, conduzida em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), corroborou estes resultados, indicando uma redução ainda maior de 40% no desmatamento de grandes fragmentos de florestas maduras, passando de 14.366 hectares para 8.668 hectares no mesmo período.
A maioria das áreas desmatadas foi convertida para uso agropecuário, com suspeitas de irregularidade em grande parte dessas conversões. A Bahia, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso do Sul foram os estados que lideraram em termos absolutos de áreas desflorestadas, concentrando 89% do total.
Nos estados restantes, o desmatamento se manteve abaixo de 1.000 hectares. A nota técnica emitida pela SOS Mata Atlântica enfatiza a importância das políticas e mecanismos de fiscalização que contribuíram para esse declínio, como a Operação Mata Atlântica em Pé, o uso de embargos remotos, entre outros instrumentos de proteção ambiental reforçados pela aplicação da Lei da Mata Atlântica.
No entanto, recentes mudanças legislativas, como a aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental e a Lei da Licença Ambiental Especial pelo Congresso Nacional em 2025, foram criticadas pela direção da SOS Mata Atlântica. As novas leis são vistas como um enfraquecimento dos controles ambientais em um momento crítico para o bioma, potencialmente comprometendo os progressos observados até então.
A situação atual, embora promissora, mantém o desmatamento como uma ameaça significativa. Luis Fernando Guedes Pinto e Malu Ribeiro, diretores da SOS Mata Atlântica, reforçam a necessidade de vigilância e aplicação rigorosa da legislação para evitar retrocessos na proteção deste ecossistema vital.
Desmatamento da Mata Atlântica tem queda de 28% em um ano
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