Na comemoração do Dia do Fotógrafo, Joédson Alves, experiente fotógrafo e atual gerente executivo de Imagem, Arte e Web da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), relembra um episódio marcante de sua carreira durante uma cobertura da seca no Nordeste nos anos 90. Enquanto documentava os efeitos devastadores da seca em Irecê (BA), Joédson ficou profundamente emocionado ao ouvir o relato de uma mãe que perdera dois filhos para a fome. A dor dessa mãe foi capturada em uma foto que não apenas documentou a tragédia, mas também tocou corações no intuito de sensibilizar o público.
Com 35 anos de carreira, Joédson observa como as tecnologias modernas têm transformado o fotojornalismo, oferecendo novas ferramentas e desafios. Apesar dos avanços, ele enfatiza que a presença humana ainda é fundamental no processo criativo, uma visão corroborada por Ricardo Stuckert, fotógrafo com mais de três décadas de experiência. Segundo Stuckert, a inteligência artificial, embora útil, não substitui a empatia e a visão crítica do fotógrafo, que são essenciais para capturar a essência dos momentos e oferecer uma perspectiva única.
A opinião é compartilhada por Lourenço Cardoso, professor de Fotojornalismo do Centro Universitário de Brasília, que discute como a digitalização democratizou a fotografia, permitindo maior acessibilidade. Ele argumenta que, apesar dos avanços na mecanização e na fotografia digital, a capacidade de capturar a subjetividade e o impacto emocional de uma imagem permanece exclusiva dos seres humanos.
No contexto educacional e governamental, a fotografia é vista como uma ferramenta vital na documentação histórica e na luta contra a desinformação, conforme destaca Joédson Alves. Os fotógrafos, com sua capacidade de seleção de enquadramento e momento, dão forma à memória coletiva e asseguram a autenticidade da narrativa visual.
Imagens de Bruno Peres/Agência Brasil ilustram a trajetória de Joédson, enquanto fotografias de Lourenço Cardoso e Ricardo Stuckert em seus respectivos arquivos pessoais complementam esta homenagem ao trabalho vital dos fotógrafos na sociedade contemporânea.
Tecnologia não pode substituir sensibilidade humana, dizem fotógrafos
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