Durante a comemoração dos 90 anos do salário mínimo no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação sobre o atual valor do salário mínimo, considerando-o insuficiente para garantir direitos básicos dos trabalhadores. Em cerimônia realizada no Rio de Janeiro, o presidente citou a necessidade de adequação para assegurar condições decentes de moradia, alimentação e educação.
O salário mínimo, que passou a ser de R$ 1.621 desde o dia 1º de janeiro deste ano, refletiu um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103, em comparação ao valor anterior de R$ 1.518. Esta alteração foi baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que marcou uma variação de 0,03% em novembro e acumulado de 4,18% em 12 meses.
Conforme os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), estima-se que o ajuste no salário mínimo possa injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. Esses números refletem as previsões sobre incremento na renda, consumo e arrecadação do país, apesar das atuais restrições fiscais.
A formulação para o reajuste do salário mínimo inclui não só a correção pelo INPC, mas também pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, que foi de 3,4% em 2024, conforme revisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, o sistema fiscal impõe que o aumento real do salário mínimo se mantenha entre 0,6% e 2,5%.
Para 2026, a projeção seguindo esta regra indicava um valor de R$ 1.620,99 que, após arredondamento legal, ficou estabelecido em R$ 1.621. Esse ajuste representa um aumento acumulado de 6,79% sobre o valor anterior.
(Texto com informações da Agência Brasil. Imagens meramente ilustrativas e não disponíveis para visualização neste formato.)
Lula diz que valor do salário mínimo no Brasil é “muito baixo”
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