Fibromialgia: Novas Diretrizes e Tratamento pelo SUS
A fibromialgia, uma síndrome que causa dores generalizadas e afeta entre 2,5% a 5% dos brasileiros, agora conta com novas diretrizes do Governo Federal para melhorar visibilidade e tratamento através do SUS. De acordo com o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença, além das dores, traz fadiga, distúrbios do sono e cognitivos. A prevalência é maior entre mulheres de 30 a 50 anos, e a origem pode estar relacionada a fatores hormonais e genéticos.
Diagnóstico e Dificuldades
O diagnóstico de fibromialgia é desafiador, pois é baseado apenas nos relatos clínicos do paciente e um exame físico detalhado, sem exames específicos. Isso exige um reconhecimento acurado dos sintomas por parte dos médicos e um entendimento das possíveis condições coexistentes, como artrose, que podem influenciar na percepção da dor.
Tratamentos e Políticas Públicas
Significativas mudanças legislativas e médicas foram anunciadas. Com a Lei 15.176/2025, fibromialgia é reconhecida como deficiência, permitindo acesso a benefícios como cotas em concursos e isenções fiscais. Além disso, o Ministério da Saúde implantou um plano para o tratamento da fibromialgia pelo SUS, incluindo capacitação profissional e um tratamento multidisciplinar como fisioterapia e apoio psicológico. A atividade física é enfatizada como parte essencial do manejo da doença.
As iniciativas são complementadas pelo suporte de um tratamento não farmacológico, valorizando a qualidade de vida dos pacientes. Segundo o Dr. Martinez, o suporte de especialistas complementares, como psicólogos e psiquiatras, é fundamental para o tratamento integral.
A matéria utiliza informação detalhada da entrevista concedida ao Tarde Nacional – Amazônia e estudos revisados por publicações especializadas.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.
Novas diretrizes ampliam o tratamento de fibromialgia pelo SUS
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