NotíciasEconomiaExportações ao EUA caem; vendas à China crescem em janeiro

Exportações ao EUA caem; vendas à China crescem em janeiro

As exportações brasileiras para os Estados Unidos seguiram em declínio pelo sexto mês consecutivo, reflexo do aumento tarifário imposto pela administração Trump. Em contraste, as vendas para a China mostraram vigor, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Confira os detalhes sobre os impactos dessas alterações no comércio exterior brasileiro.

Em relação aos Estados Unidos, as cifras de janeiro revelam uma queda acentuada. As exportações brasileiras somaram US$ 2,4 bilhões, uma redução de 25,5% quando comparadas aos US$ 3,22 bilhões do mês homólogo de 2025. As importações também apresentaram retração de 10,9%, atingindo US$ 3,07 bilhões, resultando em um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral. Ainda segundo o Mdic, mesmo após uma revisão parcial das tarifas no final de 2025, aproximadamente 22% das exportações brasileiras para os EUA continuam sujeitas a sobretaxas elevadas, variando entre 40% e 50%.

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Enquanto isso, a relação comercial com a China seguiu em sentido oposto, contribuindo positivamente para os resultados brasileiros. Em janeiro, as exportações para a China cresceram 17,4%, alcançando US$ 6,47 bilhões, enquanto as importações recuaram 4,9%, para US$ 5,75 bilhões. Esse intercâmbio propiciou um superávit de US$ 720 milhões para o Brasil no período analisado. Ao todo, o comércio bilateral com a China atingiu US$ 12,23 bilhões, um aumento de 5,7%.

Adicionalmente, outros mercados também refletem movimentos distintos. O comércio com a União Europeia gerou um superávit de US$ 310 milhões, apesar de um declínio de 8,8% na soma das importações e exportações em relação a janeiro do ano anterior. Já com a Argentina, o Brasil registrou um superávit de US$ 150 milhões, mesmo diante de uma forte retração de 19,9% no comércio bilateral.

Cabe notar que tais dados ilustram o desafiador cenário do comércio internacional enfrentado pelo país e destacam a resiliência e as oportunidades existentes em mercados variados, especialmente no asiático. As informações completas podem ser acessadas diretamente no site do Governo Federal, onde estão disponíveis dados detalhados fornecidos pelo Mdic. (Crédito da imagem: Agência Brasil)

Exportações aos EUA caem 25,5% em janeiro, mas vendas à China sobem

Agência Brasil

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