Cuba enfrenta crise energética severa após bloqueio dos EUA
Cuba está há três meses sem receber importações de combustível, consequência de um bloqueio energético rigoroso imposto pelos Estados Unidos. A administração Trump ameaçou sancionar qualquer nação que desafie a proibição e forneça petróleo ao país caribenho. Durante uma coletiva de imprensa em Havana, o presidente Miguel-Díaz Canel revelou que várias regiões da ilha têm enfrentado até 30 horas de apagões consecutivos.
“Estamos vivendo sob condições extremamente adversas, impactando significativamente a vida de toda a população,” disse Díaz-Canel. Ele também destacou que Cuba, que depende majoritariamente de termelétricas movidas a combustíveis para sua produção energética, tem sido gravemente afetada pelo bloqueio, intensificado após restrições adicionais impostas aos fornecimentos de petróleo da Venezuela pelos EUA no final de 2025.
Em resposta à crise, o governo cubano vem implementando medidas para reduzir o impacto da falta de energia, como o aumento da produção de petróleo interno, expansão das capacidades de usinas solares e incentivo à utilização de veículos elétricos. Díaz-Canel afirmou que, apesar das adversidades, a contribuição da energia renovável tem sido significativa, estabilizando parcialmente a oferta energética durante o dia.
A situação se agrava ainda mais com a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que considerou Cuba como uma ameaça extraordinária à segurança nacional de Washington, justificando medidas severas por conta das alianças de Havana com nações como Rússia, China e Irã. Esta posição culminou na imposição de tarifas elevadas sobre produtos de países que colaborarem com Cuba no fornecimento de petróleo.
Apesar dos desafios, Díaz-Canel informou que iniciativas para diálogos foram abertas com os Estados Unidos, buscando um terreno comum para resolver as tensões. Apoiado por interlocutores internacionais, o presidente cubano expressa a determinação de Havana em continuar as conversações, respeitando a soberania e os sistemas políticos distintos de cada país.
A crise energética de Cuba representa um dos momentos mais críticos para a ilha, exacerbando problemas como apagões frequentes, elevação no custo de vida, redução na oferta de transportes públicos e serviços básicos, afetando desproporcionalmente as províncias mais distantes da capital.
(Imagem da Agência Brasil retirada, devido ao tamanho extremamente reduzido e provável falta de relevância visual.)
Reportagem para a Agência Brasil
Cuba completa 3 meses sem receber combustível por bloqueio dos EUA
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