O Ministério Público do Trabalho (MPT) está desenvolvendo uma campanha de conscientização contra o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Embora a data de lançamento ainda não tenha sido anunciada, esforços já são visíveis nas redes sociais da organização, antecipando-se ao cenário eleitoral deste ano.
Assédio eleitoral ocorre quando os empregadores constrangem seus empregados a apoiarem determinadas orientações políticas, explicou o procurador Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT, em entrevista à Agência Brasil. Ele destacou que essa prática não apenas limita a liberdade de expressão dos trabalhadores como também ameaça a integridade da própria democracia brasileira, uma vez que interfere diretamente no direito ao voto livre.
O fenômeno é comparado ao histórico “voto de cabresto”, uma prática de manipulação eleitoral comum em períodos anteriores à efetivação da Justiça Eleitoral do Brasil. Segundo dados do MPT, durante as eleições de 2022, o órgão recebeu 3.465 denúncias de assédio eleitoral, evidenciando a persistência do problema.
Infrações podem ser reportadas diretamente no portal do MPT, na seção “Denuncie”, onde os trabalhadores podem fornecer detalhes e evidências das violações, como mensagens e gravações, facilitando as investigações. Além disso, a legislação eleitoral, especificada na Resolução nº 23.755 do TSE, proíbe explicitamente a propaganda e o assédio eleitoral em locais de trabalho, tanto públicos quanto privados.
No próximo pleito, marcado para o primeiro domingo de outubro, os eleitores brasileiros escolherão novos representantes em diversos cargos executivos e legislativos, o que reforça a importância da vigilância e da conscientização quanto ao assédio eleitoral.
(Imagens utilizadas neste artigo são cortesia da Agência Brasil.)
Ministério Público fará campanha contra assédio eleitoral neste ano
Educação

