Início do julgamento de policiais militares acusados de homicídio em Guarulhos
Com um esquema de segurança reforçado, o Fórum Criminal de Guarulhos abriu hoje, 22 de junho, o julgamento dos policiais militares Fernando Genauro da Silva, Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues. Os três são acusados de homicídio no caso envolvendo o assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach, ocorrido em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Foto de Paulo Pinto/Agência Brasil).
O processo iniciou com a seleção dos sete jurados que comporão o júri popular, prevendo-se que a duração do julgamento alcance cerca de cinco dias. Durante este período, as outras audiências do Fórum estarão suspensas e medidas de segurança, incluindo bloqueios de ruas, foram implementadas ao redor do local.
Os réus, que atualmente estão detidos, enfrentam, além da acusação pelo assassinato de Gritzbach, denúncias relacionadas à morte de Celso Novais, motorista de aplicativo que foi atingido incidentalmente, e ao ferimento de outras duas pessoas por estilhaços durante o crime.
Judge Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, conhecido por sua atuação no caso do Massacre do Carandiru, está à frente do julgamento. A defesa dos réus alega inocência, caracterizando os acusados como vítimas de manipulação por parte da Polícia Civil. Estão previstas audiências com 21 testemunhas, após as quais os réus serão interrogados.
Este julgamento ocorre em um contexto complexo, no qual Gritzbach, além de vítima, era réu em processos por homicídio e lavagem de dinheiro ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo colaborado com o Ministério Público através de uma delação premiada que implicava membros da organização e policiais em atividades criminosas.
A expectativa dos familiares das vítimas, como expresso por Aparecida Camilo, mãe de Celso Novais, é de justiça. “Era um filho maravilhoso, um bom pai, um bom marido e infelizmente eles tiraram a vida dele inocentemente.”
Dentre os indiciados no inquérito policial, além dos três policiais presentes, constam dois líderes do PCC e um informante, os quais são processados separadamente.
Defesa diz que investigação da morte de Gritzbach foi manipulada
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