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Empresário se cala na CPMI do INSS após breve declaração

Silêncio em Depoimento e Alegações de Vida Lícita: Fernando Cavalcanti na CPMI do INSS

Em sessão realizada nesta segunda-feira, Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti optou por permanecer em silêncio após as primeiras interações na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Advogado do empresário, Thiago Machado, enfatizou que seu cliente não responderá mais perguntas, conforme prerrogativa legal assegurada por um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

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Fernando Cavalcanti, ex-sócio de Nelson Willians — figura central em investigações sobre descontos indevidos em mensalidades de aposentados —, enfrenta acusações relacionadas a um esquema de corrupção revelado pela Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

Durante a operação, a PF apreendeu na posse de Cavalcanti mais de 20 veículos de alto valor, incluindo uma Ferrari avaliada em aproximadamente R$ 4,5 milhões. Segundo o empresário, os bens foram adquiridos legalmente por sua empresa, com financiamentos em curso, reforçando que não há irregularidades em sua aquisição. Além disso, itens de luxo como relógios e vinhos também foram recolhidos em sua residência.

Questionado sobre sua rápida escalada patrimonial desde 2017, quando trabalhava como assessor na Assembleia Legislativa de São Paulo, Cavalcanti limitou-se a dizer que suas declarações de imposto de renda estão em conformidade, evitando elaborar durante o depoimento.

À frente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) criticou a estratégia de defesa de Cavalcanti, destacando a falta de lastro financeiro que justifique o patrimônio declarado pelo empresário. Viana também descreveu a situação como parte de uma “máfia” com conexões políticas e institucionais profundas, indicando a necessidade de um inquérito mais amplo.

Outro nome mencionado durante a CPMI foi Maurício Camisotti, associado à Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC), cujas transações financeiras dispararam de maneira suspeita nos últimos anos. Detalhes adicionais sobre a participação de Camisotti são aguardados, particularmente após o STF avaliar um novo pedido para que ele possa depor na comissão.

O senador Viana aguarda ainda a decisão sobre um pedido de reconsideração do habeas corpus que permitiria Camisotti a testemunhar, buscando esclarecer o quadro compreensivo de operações ilícitas que prejudicam a previdência pública do país.

Creditos das Imagens: Agência Brasil (imagens ilustrativas, representações digitais não exibidas no texto)

CPMI do INSS: empresário responde a relator, mas se cala para comissão

Agência Brasil

Economia

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